“Tivemos muitas felicidades e grandes jogos pelo Grêmio” diz Willian Magrão

Paulista de Mogi Mirim, Willian Magrão iniciou sua carreira na base do time local. Vindo para o Grêmio, foi promovido para a equipe principal em 2007, quando Eduardo Costa e Sandro Goiano não tiveram condições de atuar nas últimas rodadas do Brasileirão daquela temporada.

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Entretanto foi em 2008 que o meia defensivo se firmou na equipe gremista. Ao lado de Rafael Carioca, formou a dupla de volantes do tricolor naquela época. Ficou no clube até  2012, se transferindo para a Ponte Preta. No mesmo ano jogou ainda pelo Cruzeiro.

Atuou por Figueirense, Portuguesa e Náutico, antes de se transferir para a equipe do Red Bull Brasil. Atualmente o jogador se encontra no FC Juarez, da segunda divisão do México. O atleta conversou com o Conexão Grenal e falou um pouco sobre sua vida no clube mexicano e a experiência no Grêmio.

Foto:  Divulgação
Confira a entrevista com Willian Magrão

Todo mundo se lembra de ti vestindo a camisa tricolor, mas como foi a tua trajetória até subir para os profissionais do Grêmio?

Cheguei no Grêmio no Júnior, em 2005 e em 2007 subi para a equipe principal.

Em 2007 depois de uma suspensão do volante Eduardo Costa e da contusão do Sandro Goiano tu recebeu uma oportunidade do então técnico Mano Menezes. Te lembra como foi essa primeira oportunidade e como tu ficou ao saber que estava promovido aos profissionais?

Eu subi para os profissionais no campeonato brasileiro. O Eduardo tomou suspensão e tinha alguns jogadores suspensos e machucados, ai tive a oportunidade de jogar contra o América de Natal, São Paulo e Corinthians.

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No ano seguinte ao lado do Rafael Carioca tu fez a dupla de volantes que foi vice-campeão brasileiro. Te lembra como foi aquela campanha?

Em 2008 nós encaixamos bem essa parceria. Eu e o Rafael Carioca tivemos muitas felicidades e grandes jogos. Foi um campeonato que infelizmente não conseguirmos ser campeões. Tinha uma larga vantagem do São Paulo, mas eles conseguiram chegar e nos ultrapassar. Foi um campeonato que fomos muito bem.

Pelo Grêmio tu participou da Libertadores de 2009. Naquela ocasião o tricolor acabou sendo eliminado pelo Cruzeiro. Se o Grêmio tivesse eliminado o Cruzeiro e ido as finais, acredita que teria conseguido vencer o time do Verón?

Nos perdemos para o Cruzeiro. É difícil de falar, porque o Estudiantes naquele momento tinha uma equipe muito forte. O Verón é um craque. Não sei mesmo. Faríamos dois grandes jogos. Com certeza iríamos brigar para ser campeões.

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Em 2010, em um jogo contra o Goiás, tu fez dois gols e foi eleito o melhor jogador da partida. Acredita que essa tenha sido o teu melhor jogo com a camisa do Grêmio ou tem outro?

Aquele jogo contra o Goiás eu fui muito bem, muito feliz em fazer esses dois gols, foi uma bela partida. Mas eu creio que teve outras partidas que fui muito bem.

No ano de 2011 o Grêmio negociou com o Corinthians e tu quase foi para o timão. Te lembra como foi essa negociação? E porque acabou não fechando?

A situação no Corinthians estava praticamente certa. Estava tudo resolvido entre as partes, mas chegou o momento que o Corinthians não quis mais a negociação.

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Tu teve uma passagem pela Lusa, clube tradicional de São Paulo e que atualmente está enfrentando uma crise. Naquela época tu imaginou que o clube poderia estar em uma situação que está hoje?

Não imaginei. Naquela época ainda tinha dado problema com o jogador irregular, mas não imaginava que estaria como está hoje. Está muito complicado lá hoje.

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Passaste duas temporadas no Red Bull Brasil, um clube relativamente novo no Brasil e que tem sedes em três países além do Brasil. Como foi a experiência lá ?

O Red Bull é um clube muito correto. É um clube que te dá total estrutura para trabalhar. São pessoas muito corretas e torço muito para que possam chegar onde eles querem chegar. No campeonato brasileiro, estar na ponta. Porque lá eles tem um projeto muito ativo e o quanto antes vão chegar.

Atualmente tu está jogando no México, na equipe do Juarez. Qual a avaliação que tu faz da tua passagem pelo clube até aqui?

Aqui no México, graças a deus, está tudo bem. No primeiro turno, felizmente, a gente chegou na final , acabamos perdendo, mas temos uma equipe muito boa e esperamos continuar fazendo um bom trabalho aqui e conseguir ser campeões agora. Para levar o time para a primeira divisão.

Durante a tua carreira, tem algum jogador que tu era ídolo e enfrentou ou foi teu companheiro de equipe? Como foi o encontro com ele?

Sem dúvida nenhuma. Tiveram grandes jogadores que eu tive o prazer de jogar. Fábio Rochemback, Gilberto Silva, Tcheco, Souza, Jonas. Então é difícil a gente falar um porque graças a deus eu tive esse privilégio de jogar com grandes jogadores.

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