“Tenho o sonho de ganhar um brasileiro pelo Inter”, declara Karina Balestra

O ano de 2017 foi de reestruturação do Inter. Se o time masculino estava preocupado em voltar para a Série A do campeonato brasileiro, a equipe feminina queria mostrar todo o seu talento. A primeira competição das meninas foi o Gauchão da categoria, e o resultado foi muito bom. A equipe colorada goleou suas adversárias e na final venceu seu grande rival nas penalidades.

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Mas naquela final, do lado tricolor, estava a jogadora Karina Balestra. Revelada pelo Internacional, a jogadora aceitou o projeto da Associação Gaúcha de Futebol Feminino e vestiu a camisa do Grêmio. No inicio de 2018, ela anunciou sua volta a equipe colorada. Para o Conexão Grenal, a atleta conta sobre seu inicio de carreira, a experiência em continente asiático, a volta ao Brasil e sobre o Gauchão de 2017.

Foto: Divulgação/ Inter

Quando tu decidiu ser jogadora de futebol, como foi a reação da tua família? Sofreu algum tipo de preconceito de alguém?

Minha família me apoiou desde o início. Alguns preconceitos aconteceram na escola.

Depois de uma temporada no Grêmio, tu voltou para a equipe que te revelou. Como é o sentimento dessa volta ao Inter?

Sim eu comecei no inter. Tive uma trajetória de muitos títulos , mas voltei porque conheço bem a Duda e ela me apresentou o projeto do clube e a estrutura que estão montando para 2018. Tenho o sonho de ganhar um campeonato brasileiro pelo Inter.

Pelo Inter tu foi campeã dos jogos Pan-Americanos de 2003, jogando pela seleção canarinho. Aquele elenco contava com a Maicon, Formiga e Cristiane. Qual foi a importância desse título na tua carreira naquele momento e a experiência com jogadoras mais rodadas no futebol?

Sim estive na seleção principal durante 6 anos. Joguei ao lado de grandes jogadoras como Formiga Cris, Marta. Eu convivi com elas um tempo na seleção e foi muito boa esta experiencia. Até porque hoje elas são jogadoras consagradas. Para a minha carreira foi muito importante este título com a seleção brasileira.

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Em 2017 as equipes do Grêmio e do Inter disputaram o Gauchão com atletas contratadas pelo clube e a categoria de base feminina também foi implantada. Acredita que ano passado foi um ano importante para as mulheres quebrarem algumas barreiras nesse esporte?

Com certeza. É um passo importante para as meninas que sonham em jogar futebol e ter a estrutura de Inter e Grêmio. Este ano será  importantíssimo para a dupla grenal até porque  pode ser que tenhamos os dois times no campeonato brasileiro A2.

Depois da experiência no São Bernardo, tu foi para a Coreia, jogar pelo Suwon FMC. Como é a recepção do futebol feminino na Ásia e como tu avalia essa tua passagem por lá?

Futebol na Ásia bem evoluído. A estrutura é profissional, pais modelo para qualquer outro país que queira investir em futebol feminino. O Brasil está no caminho certo para que isso aconteça.

Na volta ao Brasil tu foste para a Ferroviária. O que te motivou a voltar para o país?

Tive uma passagem rápida pela Ferroviária , Voltei por causa da família e amigos. Acho que fiquei o tempo suficiente fora para ganhar experiência e uma estrutura financeira boa.

Como surgiu a oportunidade de vestir a camisa do rival do Inter?

Aceitei a proposta do Grêmio e da AGFF no início do ano passado. Eles iriam disputar o brasileiro e  conversaram comigo para que eu fizesse parte do projeto de 2017. Mesmo com as derrotas com o Grêmio fui muito feliz lá e fizemos um ano bom. Acho que abrimos uma porta enorme para que Inter tbm investisse, então fico muito feliz de fazer parte deste reinício para o futebol Feminino no RS e de ter feito um ano de 2017 maravilhoso. Espero que este ano seja de muitas vitórias com a camisa do inter

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