“Meu pai sempre me incentivou a seguir meu sonho”, diz Vitor Junior

Muitos jogadores passam pelas categorias de base do Internacional, mas se destacam em outros clubes do país ou até mesmo do exterior. Essa é a história de Vitor Junior.

Nascido em Porto Alegre Vitor Junior começou nas categorias de base do Internacional, foi emprestado para o Cruzeiro e lá no time mineiro fez um excelente campeonato. Logo aos 20 anos surgiu a oportunidade de jogar na exterior e foi realizar o sonho Europeu na Croácia.

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Depois de oito anos Vitor Junior voltou para o Internacional, mas dessa vez para o time principal da equipe. Com o clube gaúcho acabou ganhando o campeonato gaúcho de 2013, logo depois se transferindo para outro clube do sul do país, o Coritiba. Atualmente o jogador analisa propostas para o seu futuro, depois de uma passagem pelo ABC de Natal quando sofreu com atrasos de salários. Ele contou para o Conexão Grenal sobre a sua carreira.

Foto: Divulgação/ Fb.com/Vitor Junior

Como o futebol entrou na tua vida? Além de ser jogador tu tinha sonho de ter alguma outra profissão? Qual foi a principal importância dele?

Sempre foi meu sonho jogar futebol. Meu pai sempre foi um dos principais incentivadores para eu seguir meu sonho.  Meu pai foi fundamental. Ele esteve no início, meio e agora. Nos momentos ruins e bons ele estava ali me dando apoio. Até hoje ele é muito importante na minha carreira.

Tu nasceu em Porto Alegre e passou alguns anos nas categorias de base do Internacional, mas foi no Cruzeiro que tu te profissionalizou. Como foi essa tua ida para lá?

Eu comecei no Inter aos seis anos de idade. Passei 10 anos no clube e tive as maiores alegrias da minha vida. Antigamente era muito difícil de jogar na dupla Grenal. Eu tinha qualidade e técnica, mas eu era franzino e isso dificultava a minha ida ao time profissional. Surgiu uma proposta do Cruzeiro e fui para empréstimo para lá.

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Tu teve destaque na equipe mineira e foi vendido ao Dínamo de Zagreb da Croácia. Como surgiu essa oportunidade na Europa? Como tu avalia essa oportunidade?

Nesse meio tempo o Cruzeiro jogou alguns torneios e eu me destaquei muito. Eles gostaram muito do meu futebol. Tinha uma sondagem forte do Dinamo mas nada concreto. Ai surgiu uma proposta forte e o Dínamo de Zagreb acabou me contratando.

Foto: Divulgação/ Fb.com/Vitor Junior

E a experiência no Koper, foi boa?

Eu cheguei na segunda parte do Campeonato Croata, mas consegui ser campeão nacional. No ano seguinte eles queriam fazer uma reformulação no clube e alguns jogadores foram emprestados. Fiquei apenas três meses no clube e lá e voltei para o Dínamo. Decidi então negociar uma rescisão amigável e voltei para o Brasil

Depois da conquista do campeonato Pernambucano tu foste para o Santos.  Imagino que a experiência ao lado do Zé Roberto, Kléber Pereira, Petkovic tenha sido excelente…

No Cruzeiro já tive sido muito boa. Eu subi e o elenco contava com Kelly, Gabiru entre outros. Sem dúvida nenhuma foi muito bom jogar ao lado desses jogadores.

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No ano seguinte, mais maduro, tu foi para o Japão. A tua oportunidade anterior na Croácia e Eslovênia te ajudaram a ter essa boa passagem pelo Japão?

Sem dúvida. Fiquei três temporadas e joguei bastante. Hoje em dia eu vejo que valeu a pena mesmo a passagem pelo Leste Europeu. No Japão foi uma experiência muito boa, principalmente por que estava mais maduro. A primeira experiência é sempre a mais difícil.

Na volta ao Brasil tu foi para o Atlético-GO e depois de um bom brasileiro foi contratado para o Corinthians do Tite. O que aconteceu que não permaneceu muito tempo lá? Te arrepende de alguma coisa que fez no clube paulista?

Corinthians é uma coisa de maluco, uma paixão. O Tite é um treinador conservador e correto, sempre pede que os jogadores esperem a sua oportunidade. Naquele momento o time titular era composto pelos jogadores do ano anterior e o Tite falou que eu tinha que esperar meu momento que iria aparecer e iria ganhar uma oportunidade. Eu entrava em alguns jogos, mas não achava que era o suficiente.

Me arrependo de algumas coisas. Eu deveria ter mais calma e esperado a minha chance de jogar. O Romarinho por exemplo, esperou a oportunidade e fez gol em semifinal e Final de Libertadores. Eu tinha três anos de contrato e acredito que se eu tivesse tido mais paciência eu teria tido a minha chance.

Foto: Divulgação/ Fb.com/Vitor Junior

Foi encaminhado naquele mesmo ano para o Botafogo que contava com o Seedorf e foi importante para a tua volta ao Internacional. Quando surgiu a oportunidade de voltar para o clube colorado?

Foi uma conversa casual. Eu sou amigo do Martin, filho do Fernando Carvalho. Na época ele não era mais presidente do Inter, mas era muito influente dentro do clube, como até hoje. Eu sempre frequentava a casa deles quando criança e como eu estava em um bom momento no Botafogo surgiu essa oportunidade. Ai decidi que era o momento de voltar para o Inter.

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Como tu avalia essa tua segunda passagem pelo Inter?

Foi muito boa. Eu tive mais oportunidades e continuidade do que no Corinthians

Dando um salto na tua carreira. Em 2015 tu foste para a Tailândia, depois Árabia Saudita e Aktobe. Qual dessas experiências mais te marcou e por qual motivo?

Todas as passagens foram excelentes. Mas a da Tailândia foi especial. Eu cheguei lá e a equipe estava em uma posição ruim. Cheguei lá e fiz 17 jogos e fui muito bem. Tive maior sequência de jogos. Só tinha tido uma passagem assim quando estava pelo Botafogo e depois pelo Coritiba.

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