“Ver o estádio lotado e ter entrado na final era realização de um sonho”, declara Wilson Mathias

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Em 2010 o Inter contratava Wilson Mathias  junto ao Monarcas Morelia. O paulista de Limeira era o substituto do volante Sandro, negociado com o futebol inglês. Ganhou pelo clube gaúcho uma Libertadores (2010) e uma Recopa (2011). No ano de 2010 esteve presente na partida contra o Chivas, entrando no segundo tempo.

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Para Wilson Mathias o jogo da final foi muito especial. Além de conquistar o maior titulo da América do Sul, também estava voltando para o país que era a sua casa. O México aliás foi o país que o acolheu novamente alguns anos depois daquela final. Em 2012, Wilson Mathias iria vestir a camisa do Toluca. Pelos Diabos Vermelhos foram duas temporadas e oito gols.

No México ainda teve passagens por Veracruz, Chiapas, Querétaro e Dorados. O jogador atualmente defende as cores do Oeste. Apesar de fazer já sete anos da sua passagem pelo Inter, o atleta tem boas recordações e lembra com carinho o clube colorado.

Foto: Divulgação/ Action Soccer Assessoria
Leia a entrevista com Wilson Mathias

Conexão Grenal – Tu nasceu na cidade de Limeira, mas começou nas categorias de base do Velo Clube que é de Rio Claro. Como o clube entrou na tua vida?

Wilson Matias – Sim é verdade. Tinha um amigo de Limeira jogava no vê-lo clube e me convidou para fazer um teste lá e passei.

Logo depois do Velo Clube, tu foste para o União São João de Araras. Qual a avaliação que tu faz dessa experiência?

Foi muito bom lá porque eu estava no profissional do Velo clube e fui para Júnior do União. No ano seguinte já subi para o profissional.

Te lembra como foi teu primeiro jogo pelo clube de Araras?

Foi contra o São Caetano e eu entrei no segundo tempo.

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Tu teve uma passagem pelo Ituano e depois surgiu uma proposta do México. Como tu ficou sabendo dessa proposta e qual foi a tua reação?

Antes de eu ir para o México, o Atlético Mineiro tinha me ligado na época, isso foi na era do finado Maluf. Eu optei de ir para o México porque queria ter experiência de jogar fora e fiquei muito feliz que estava tendo a oportunidade de jogar fora do meu Pais.

O que te fez não ir para o Atlético antes de ir para o México?

Foi mais a situação entre clubes. O time mexicano fez uma oferta melhor.

No México tu foi sondado para defender as cores da seleção local. Como foi essa sondagem e tu pensou em defender as cores da seleção?

Na verdade pensei muito, mas tinha que ficar mais um ano no México. Foi ai que recebi a proposta no Inter e já que estava lá a quatro anos, achei que era hora de volta para um time grande. Depois no começo de 2011 o mesmo treinador que era da seleção mexicana, Javier Aguirre, queria me levar para Real Zaragoza e o Inter não liberou.

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Pensou em ficar mais uma temporada lá no México ou era hora de voltar mesmo para o Brasil?

Eu pensei em fica porque tinha uma proposta na minha mão do Monterrey, e do Inter. Voltei porque tinha o sonho de jogar a Libertadores e ser campeão. O time que eu estava tinha classificado também para libertadores, mais o Inter tinha melhor time e então decidi voltar e tentar ser campeão com Inter, que tinha jogadores mais experientes.

E acabou realizando esse sonho. Te lembra como foi o jogo da final da libertadores?

Sim foi momento único. O jogo contra o Chivas de Guadalajara, voltar para México jogar uma final da libertadores e ver o estádio do Beira Rio lotado, e ter entrado nos dois jogos da final era realizar um sonho completo e não tinha como escrever tanta felicidade que estava sentindo.

Foto: Divulgação/ Action Soccer Assessoria

E depois no mundial, o jogo contra o Mazembe. Como foi a reação do elenco quando o Kabangu fez o primeiro gol da equipe africana?

Foi de muita tristeza e vergonha esportiva. Estava na nossa mão um jogo que perdemos e da forma que perdemos. Uma coisa muito triste, de não entender como um time que nós tínhamos, tenha perdido para o Mazembe, e de ter fracassado em um ano bom e de muito trabalho.

Mas no ano seguinte o Inter apagou esse momento triste e foi campeão da Recopa. Qual a importância dessa conquista para ti?

Sempre um título como esse marca um jogador, não tem dúvida que vou ficar marcado na história do Inter. Os críticos gostando ou não, vou ficar marcado na história do Inter como campeão da libertadores e da Recopa. Vou poder falar para meus filhos que passei, ganhei títulos em um grande clube como o Inter.

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Falando sobre os críticos. Na tua vinda para o Inter tu foste chamado de O Espetacular, isso te atrapalhou em algum momento nas temporadas pelo Inter?

Sim. A imprensa interpretou de uma forma equivocada o rótulo de “espetacular”. Na realidade não era que eu fosse um jogador espetacular e sim que a negociação foi espetacular, porque o time mexicano não queria me liberar para vir para o inter e tinha outro time que queria me comprar.

Depois tu Inter tu passou pela Portuguesa e voltou para jogar no México. Como foi essa segunda experiência lá?

Foi muito boa e feliz por ter voltado no lugar onde cresci com profissional. Lá eu estava com meus filhos, também por ter voltado para um time grande do México, que era o Toluca.

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E a volta ao Brasil para o Oeste. Como está sendo?

Está sendo uma experiência diferente, de jogar a segunda divisão do Brasileirão. E em um time como o Oeste que é pequeno, mas é um time organizado. Mas estou feliz que aprendi muitas coisas jogando no Oeste e mais importante senti que posso jogar mais uns anos e desfrutar o futebol nessa reta final da minha carreira. Também um pouco triste de não ter conseguido o acesso para primeira divisão, mais satisfeito que ajudei o time a estar em uma melhor colocação. Nos últimos anos vinham sofrendo e brigando na parte de baixo da tabela e esse ano brigamos até penúltima rodada para subir.

E para fechar. Tem algum time que tu sonhas em jogar?

Na verdade não tenho. Sei que poderia ter jogador em outros times e não joguei, mas sou muito feliz com a minha carreira. Agradeço a Deus por ter realizado um sonho de primeiro ser jogador profissional, e o segundo de ser campeão de títulos importantes, que são poucos que tem. Então só tenho que agradecer. Joguei onde tinha que jogar e sou feliz com a minha carreira.

 

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