“Procuro me preparar ao máximo para as oportunidades”, afirma Danrlei

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Nascido em Crissiumal, em 1973, Danrlei de Deus Hinterholz fez história pelo Grêmio na década de 90. Iniciou a carreira nas categorias de base do clube, aos 14 anos e estreou como profissional em 1993, com 20. Danrlei é um dos jogadores que mais vestiu a camisa do tricolor gaúcho, atuando em 594 partidas.

Das cinco vezes que a equipe conquistou a Copa do Brasil, participou da campanha de três, em 1994, 1997 e em 2001. Pelo comando de Felipão, ganhou o bicampeonato da Copa Libertadores da América em 1995,  a Recopa Sul-Americana e o Campeonato Brasileiro, ambos em 1996. Danrlei foi campeão gaúcho em cinco oportunidades, 1993, 1995, 1996, 1999 e em 2001.

Obteve uma passagem relâmpago pelo Fluminense, porém logo depois foi transferido para o Atlético-MG. Em 2006, o Homem Grenal jogou pelo Beira-Mar, de Portugal, onde diz que aprendeu muito sobre a disciplina do futebol europeu. Também defendeu o São José, Remo e Brasil de Pelotas, encerrando sua carreira em 2009.

Confira a entrevista com Danrlei:

Conexão Grenal – Como foi teu início de carreira?

Danrlei – Foi na base do Grêmio, com 14 anos. Fiz um teste, fui aprovado e realizei todo o juvenil lá, no Olímpico.

E foi no Grêmio que você ganhou o maior número de títulos na tua carreira. Como é fazer parte daquela geração vencedora dos anos 90?

Foi muito bom, porque o grupo era muito unido e aos poucos, com a experiência do Felipão, a equipe ganhou aquele entrosamento e o resultado foi aquela série de títulos da década de 90.

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Comparando com a equipe de 95, quais as principais semelhanças que o time atual possui? 

Muito difícil te falar, era outra época, outro futebol. O que se assemelha é a composição tática, linha de defesa bem definida e uma composição em que o sistema ofensivo tenha liberdade para criar chances de gol.

Quem é o grande nome da equipe? O Renato, o elenco ou um pouco dos dois?

É um conjunto inteiro, o Renato conseguiu implantar seu conhecimento na equipe e com isso o futebol apresentado trouxe resultado rapidamente. Sem falar que a qualidade técnica deste elenco é muito grande.

Em 2004, você foi transferido ao Fluminense, mas jogou poucas partidas. O que ocorreu? 

O Atlético Mineiro fez uma proposta imbatível. Eu recém havia me transferido para o Fluminense, fiquei muito pouco tempo. Pagaram a multa rescisória e ofereceram um salário maior, não tinha como dizer não.

E em 2006, você jogou no Beira-Mar, de Portugal. Como foi a sua experiência lá?

Foi uma experiência bacana, porque me deu a oportunidade de conhecer o futebol europeu de perto, que é muito mais estratégico. O do Brasil é muito técnico, mas é interessante aprender sobre a disciplina tática. Prioriza o coletivo. E também foi interessante jogar lá pela questão de conhecer outro país.

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Sua volta ao Brasil foi pelo São José-RS. Como foi?

Na realidade, ainda na Europa, eu já pensava em encerrar a carreira. Queria apenas cumprir o contrato e voltar ao Brasil. Porém, o presidente do São José na época, Francisco Novelletto, que é um grande amigo, me pediu para defender a equipe, que estava passado por reformulação e que eu fosse a referência desse grupo. Acabei ficando pouco tempo também.

Depois, você passou rapidamente pelo Remo e depois encerrou a carreira pelo Brasil de Pelotas. Não havia mais como continuar?

Decidi prolongar um pouco mais, fiz essa tentativa. No Remo eu realizei poucas partidas e depois me transferi para o Brasil. Depois que ocorreu aquele acidente com o ônibus da equipe, ali foi a gota d’água. Depois daquilo, eu não tinha mais cabeça para continuar.

Hoje você trabalha como deputado federal, mas já pensou em continuar no meio futebolístico, como preparador de goleiros ou treinador?

Preparador de goleiros, definitivamente não. Acho que não é se encaixa com meu perfil. Em relação a treinador, já pensei sim, inclusive desde que parei, venho fazendo cursos na área. Na realidade um nunca pensei em longo prazo, mas ao mesmo tempo, sempre procuro me preparar ao máximo para as oportunidades que aparecem. Com este pensamento, tudo deu certo na minha vida, graças a Deus. Quem sabe um dia eu trabalhe como treinador, mas por enquanto meu foco é na política.

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