“O Inter me proporcionou um Mundial e sou muito grato por isso”, afirma Adriano Gabiru

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Nascido em Maceió, o jogador começou nas categorias de base do CSA e em 1997, recém-integrado ao elenco profissional, conquistou o Campeonato Alagoano. No ano seguinte, se transferiu para o Atlético-PR, equipe na qual mais ganhou títulos. O desempenho que obteve no rubro- negro paranaense lhe ocasionou a ida para o Olympique de Marseille e passagens pela Seleção Brasileira.

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Gabiru também fala do jogo no qual fez o gol mais importante da história do Internacional e de sua carreira, no Mundial de 2006 contra o Barcelona. Além destes clubes, o jogador também passou por Cruzeiro, Goiás, Figueirense, Sport entre outros. Neste ano, atuou pelo Taboão da Serra e Tupi-RS, porém decidiu encerrar a carreira e anunciou aposentadoria em maio.

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Como foi seu início de carreira?

Comecei no CSA, em 1995. Fui para o profissional em 1997 e no mesmo ano ganhei um campeonato Alagoano. Depois fui para o Atlético- PR.

E como foi tua experiência lá?

Foi muito bom para mim. Ganhamos quatro Campeonatos Paranaense e um Brasileiro, no sistema mata-mata.

Estas passagens pelo Furacão, te garantiram convocações pela Seleção Brasileira. Esse período foi o teu melhor tecnicamente?

Nunca parei para pensar nisso. Só sei que fui convocado e pude defender a Seleção. Primeiro, foi pelo sub-23, com o Vanderlei Luxemburgo. Ganhamos o Torneio Pré-Olímpico ali. Depois foi pela principal, já com o Parreira.

Foto: Ricardo Duarte/ Inter

Em 2000, você foi transferido para o  Olympique de Marseille. Como foi a tua adaptação?

Quando a pessoa vai para outro país, é sempre mais complicado. Teve a questão da língua e o futebol francês é mais tático do que o jogado aqui no Brasil. Acabei jogando pouco lá.

Após te desligar do Atlético-PR, você passou rapidamente pelo Cruzeiro e chegou ao Inter. Como foi a tua chegada ao clube colorado?

No Cruzeiro tive uma sequencia boa de jogos, mas só aquele ano de 2005, nisso os dirigentes do Inter se interessaram pelo meu futebol e me procuraram.

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E no Inter, você realizou o gol que deu o Mundial ao clube. Como você descreve aquela partida contra o Barcelona?

Muito difícil te dizer, porque o clube sabia a dificuldade que iria enfrentar e a equipe entrou muito focada. O técnico Abel Braga confiou em mim, entrei e graças a Deus fiz aquele gol.

E você ainda mantém contato com o grupo?

Mantenho sim, mas é cada um acaba indo para um canto, fazendo a sua carreira. É difícil manter o mesmo contato que antes.

Atualmente, como é a tua relação com o Internacional? 

É muito boa. Todo mundo me pergunta isso achando que tem algum ressentimento, mas não. O Inter me proporcionou um Mundial e sou muito grato por isso.

Foto: Divulgação/ Inter

Do Inter, você passou por uma série de clubes, mas jogou pouco tempo em cada um. Por quê? 

É do futebol. Para o atleta dar certo em um clube, precisa de sequencia. Só que se o treinador decidir escalar outra pessoa, você fica de opção.  Com isso, jogador perde o ritmo mesmo.

Esse ano, você anunciou aposentadoria. Existe a possibilidade de voltar ou é definitivo?

Não dá mais não, o corpo sente. Já estou com 40 anos e acho que já contribuí o que eu podia.

E agora, está fazendo o quê?    

Estou pensando ainda.  Me aposentei em maio e ainda bem que o futebol me deu a possibilidade de eu pensar bem o que fazer a partir de agora.

Pensa em trabalhar com futebol?

Não, essa etapa já foi. Não me imagino como técnico ou com algum outro cargo dentro de um clube, apenas como jogador mesmo, mas senti que era hora de parar.

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