Findou a era Guto no Beira-Rio

Opinião

Guto Ferreira foi forjado na Padre Cacique. Já tinha comandado o colorado das casamatas do velho Beira-Rio. Conhecia a série B e, um ano antes, já havia feito uma troca da primeira para a segunda divisão. Foi assim que virou alvo da direção colorada quando essa se viu na necessidade de substituir Antônio Carlos Zago.

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Conversa vai, conversa vem, acerto de salários, bonificações e multa ao Bahia. Tudo certo. Guto desembarca em Porto Alegre e assume o time no início de junho. Testes, ideias, escalações, formações, tudo acontecia até uma derrota para o Vila Nova em Goiânia. Lá Guto poderia ter visto seu ciclo encerrar 50 dias depois de ser anunciado.

Foto: Ricardo Duarte/ Inter

Como hoje, quase uma hora de reunião no pós-jogo. Naquele dia, Guto ficou. Encaixou uma série de vitórias, viu seu 4-1-4-1 dar certo, redescobriu Sasha e teve méritos em uma crescente de produção que há muito era esperada.

Porém a crescente acabou, os resultados deixaram de aparecer e Guto foi demitido. Nessa passagem, Guto somou 33 jogos com 17 vitórias, 9 empates e 7 derrotas. Com 58,58% de aproveitamento. Muito abaixo do que esperava o torcedor. Pois Guto mesmo havia achado uma fórmula para esse Inter jogar. Só que, quando essa fórmula chegou a exaustão, Guto não tinha variações para ela. Os adversários aprenderam a anular o esquema do treinador e o Inter não produziu mais.

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Soma-se a isso a parte que não é de responsabilidade do treinador. Guto também não tinha muitas alternativas. Envolto em uma série de lesões, teve que apelar para nomes com uma técnica bem inferior as dos jogadores que integravam seu onze preferido. Culpa aqui da direção. Roberto Melo tem uma grande parcela de culpa nessa falta de futebol. Faltou planejamento. O Inter não tinha opções. O Inter esteve dependente de repatriações e jogadores que notoriamente não haviam dado certo.

Foto: Ricardo Duarte/ Inter

Quis o destino que, mais uma vez contra o Vila Nova, o Inter atuasse de forma pífia. Dessa vez em casa, Beira-Rio lotado e a três pontos (uma vitória) do acesso. E eles não vieram. O Inter empatou e Guto “rodou”. Dessa vez o resultado da reunião foi diferente. Guto Ferreira não termina a Série B no comando técnico do Internacional. A partir de amanhã, Odair Hellmam, auxiliar fixo, assume o time e o comanda até o fim da Série B.

E aqui fico apenas pedindo que haja planejamento. Que desde amanhã Medeiros e Melo (que acho que deveria ir junto com Guto), comecem a pensar 2018. Pensar em um técnico, pensar em peças e pensar que o torcedor colorado não merecer viver um 2016 em looping.

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