“No Inter foi onde tudo se tornou realidade” declara Christian

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No dia 23 de abril de 1975 nascia Christian Corrêa Dionísio, que mais tarde seria coroado como Jesus pela torcida colorada. O Gaúcho, nascido em Porto Alegre, começou sua carreira no seu clube do coração, o Internacional. Pelo clube ganhou dois campeonatos gaúchos e uma Recopa Sul-Americana. Fora do país atuou por Portugal, França, Turquia, Japão e México.

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Além disso, Christian pode ser orgulhar de duas grandes conquistas que poucos jogadores tem no seu currículo – Campeão do Mundo pelo São Paulo em 2005 e da Copa América em 1999 com a seleção brasileira.

Na entrevista ele contou sobre seu inicio no Internacional e as experiências na Europa, Ásia e América do Norte. O ídolo colorado ainda contou sua experiência no Grêmio e falou com exclusividade para o Conexão Grenal sobre a conquista do campeonato gaúcho de 1997.

Leia a entrevista com Christian:

Conexão Grenal – Tu foste revelado pelo Internacional de Porto Alegre e 1997 se tornou o maior artilheiro da história do Inter em uma sua edição com 23 gols. Como o Internacional entrou na tua vida?

Christian – Em primeiro lugar sou grato por todo aprendizado e formação que tive dentro do Inter. Me tornar um dos maiores artilheiros de uma edição é só consequência de tudo que vivi nos anos em que joguei pelo Inter. O Inter faz parte da minha história de vida, foi onde tudo se tornou realidade. Sou uma pessoa muito melhor devido à todas oportunidades dadas pelo clube.

Depois do Internacional tu foste para o futebol português. Passou por Marítimo, Estoril e Feirense. Como tu avalia essa oportunidade em Portugal e na Europa?

Minha passagem por Portugal serviu como aprendizado de vida. Aprendi muitas coisas, cresci como pessoa e também como atleta.

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Em 1997 tu voltou ao Inter e levou a equipe ao título do campeonato Gaúcho daquele ano. No jogo de ida fez o gol de empate no Estádio Olímpico e que deu uma grande vantagem para a equipe colorada no jogo da volta. Te lembra como foi aquela partida?

Este momento no Inter foi importante para meu crescimento e afirmação como atleta. Esse momento foi um dos melhores e mais importantes da minha vida. Após esse período virei um atleta de ponta no mercado brasileiro, e que depois me levou para o mercado internacional. tenho ótimas lembranças desses dois jogos que nos levaram ao título.

Christian ao lado de Índio e Iarley em sua segunda passagem pelo Inter. Foto: Divulgação/ Inter

Como era o ambiente no vestiário do clube naquela época?

Sobre o ambiente nos vestiários, posso dizer que era muito tranquilo e de um nível espetacular.

Depois da segunda passagem pelo Inter, mais maduro, foste para o futebol Francês. Quais as principais dificuldades que tu encontrou jogando pelo PSG e Bordeaux?

Minha experiência no futebol francês foi muito boa. Aprendi muitas coisas. Dificuldades eles existem em todos os lados, claro que sofri um pouco sobre a adaptação (idioma), mas após isso, vivi 4 anos magníficos tanto em Paris como em Bordeaux.

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Logo depois da experiência no Palmeiras tu foi jogar na Turquia. Lá é um país de torcedores fanáticos por futebol. Quando tu soube que iria para a Turquia como foi a tua reação, e depois como foi essa temporada no Galatasaray?

Sobre minha experiência na Turquia posso dizer que apesar de ter sido curta, recebi com muito carinho o interesse do Galatasaray. Ótima experiência que vive dentro do futebol.

Foto: Divulgação/ Inter

No ano seguinte foste contratado pelo Grêmio, principal rival do Internacional. Fez muitos gols pelo clube Gaúcho, mas acredita que chegou em um momento muito conturbado na equipe do Grêmio?

Minha passagem pelo Grêmio foi sem dúvida nenhuma, uma das melhores experiências que tive no futebol. Ainda me proporcionou ter o respeito do lado gremista por tudo que fiz usando a camisa do clube, após ter sido muito bem sucedido no Inter. Acredito que está passagem pelo Grêmio, coroou meu profissionalismo. Apesar de gols ou momentos difíceis, acredito que este ponto foi crucial na minha passagem pelo clube.

Na tua quarta oportunidade fora do país foste para um país com idioma e cultura completamente diferente, o Japão. Mas não disputou muitas partidas pelo clube japonês. O que aconteceu que não teve maior sequência de jogos lá?

Na passagem pelo Japão, eu tive oportunidade de jogar alguns jogos e aprender uma nova cultura. Não fiquei muito tempo devido à minha volta para o São Paulo FC, para disputa do Mundial de clubes 2005.

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Na volta ao Brasil jogou por São Paulo, Juventude, Botafogo e no Corinthians. Pelo clube paulista fez cinco partidas e cinco gols e se transferiu para o Internacional. Com uma fase tão boa, o que te motivou a voltar naquele momento para o Inter?

Sinceramente classifico essa saída do Corinthians como uma das piores decisões que tomei na minha carreira. Acho que errei em sair do clube naquele momento para jogar no meu clube do coração (Inter). Recebi o chamado do clube, não poderia recusar, por isso não pensei com a razão. Mas na vida as coisas são assim mesmo.

Christian já marcou pelas duas equipes em clássicos grenais, (Foto:Divulgação)

Antes de anunciar tua aposentadoria tu jogou pelo Pachuca do México. Como foi aquela temporada lá?

No México minha passagem foi interessante, após uma negociação frustrada para minha volta ao Corinthians, apareceu a proposta dos mexicanos , da qual resolvi aceitar. Joguei alguns jogos, marquei alguns gols, inclusive um gol histórico (gol 60 mil do campeonato mexicano). Depois fomos para o mundial de clubes de 2008. Após isso não renovei contrato e voltei para o Brasil. Mais uma grande experiência vivida.

Se a gente fizer uma releitura da tua carreira, quem seria o teu meio de campo e teu companheiro de ataque?

Sou uma pessoa grata. Por esse motivo, a equipe de 1997 que tive o prazer em jogar, foi a melhor de todas que joguei, pois foi onde tudo começou.

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