“O futebol feminino tem muito para crescer”, acredita Geórgia Balardin

Destaque, Futebol Feminino

Desde 2017 o futebol feminino foi retomado ao clube Internacional. Anunciado pelo presidente Marcelo Medeiros no dia 23 de fevereiro, o projeto vem criando forças ao longo do ano. Geórgia Balardin recebeu o convite em maio para atuar no time de futebol feminino do Internacional. Com apenas 21 anos a lateral-direita, é um dos destaques da equipe colorada.

Inicio da carreira

Geórgia começou cedo no futebol. Aos cinco anos de idade começou a jogar na escolinha de Futebol da Duda comandado pela Eduarda Luizelli que por sinal é atualmente a coordenadora técnica do futebol feminino no Internacional e uma das principais idealizadoras do projeto. “A Duda é a pessoa que sempre me inspirou desde menina”, relata.

Atuando pela escolinha e pelo colégio, com o tempo ela foi mudando de categoria e atuando no futsal e no campo. “Inicialmente, era apenas uma brincadeira, mas com o passar dos anos percebi que eu amava jogar futebol e competir”, conta.

Com 14 anos começou a jogar pelo Porto Alegre, time B adulto, mesmo tendo pouca idade.  “Neste mesmo ano ganhei uma bolsa de esporte para mudar de Colégio e representar o Colégio Farroupilha”, explica a jogadora.

Foto: Mirela Putrich/ Divulgação

Um ano após entrar no time do Porto Alegre, Geórgia deixou o clube e se dedicou somente ao esporte escolar. Em 2012, ela ingressou no curso de Educação Física pela UFRGS, e começou a participar da equipe de futsal universitária.  Em 2013, recebeu um convite para atuar na equipe do Canoas, no qual ficou dois anos representando este clube. Posteriormente, jogou dois anos na ACBF (Associação Carlos Barbosa de Futsal).

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Foto: Divulgação

Para a jogadora, o apoio da família tem sido fundamental na sua carreira. “Meus pais vão a todos os jogos, me ajudam, viajam para ver os campeonatos em outros estados. Não só eles, mas todos meus amigos sempre me apoiaram para continuar jogando futebol”, conta.

Formada desde 2016, Geórgia acredita que é importante à formação de ensino superior, apesar de ser incomum neste meio. “A carreira de atleta tem um tempo limitado, assim tenho uma segunda carreira a ser levada que pode contemplar o próprio futebol”, analisa.

Valorização do futebol feminino

No Brasil apesar de ser o país do futebol, culturalmente é um esporte masculino. Mas Geórgia mantém esperanças de a valorização do futebol feminino mudar em breve.

“Com as novas leis de incentivo ao futebol feminino, creio que haverá uma valorização maior da mulher. Ainda que, em diferentes países é dada uma valorização maior, em todos os sentidos, inclusive da mídia, a todos os esportes masculinos”, ressalta.

Para as meninas que ainda estão em busca do mesmo sonho, mas ainda não tiveram a mesma oportunidade Georgia aconselha: “Sigam seus sonhos, procurem se aperfeiçoar e não desistam de seus objetivos. O futebol feminino tem muito para crescer e abrir novas oportunidades”. finaliza.

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