Sonhando com o tricampeonato da América

Espaço do Leitor, Opinião

por Roger Rodrigues Menezes*

Foram 15 anos de luta, decepções, eliminações, até rebaixamento neste meio tempo. Mas nenhum sinal que o amor pelo Grêmio tinha diminuído ou acabado. Em cada tristeza o Grêmio me enchia de fé e esperança, sempre acreditei que dias melhores estavam por vir. Os anos foram passando, constantemente o Grêmio estava evoluindo. Era notável perceber que a garra gremista e a dedicação dos vários jogadores que tiveram a honra de vestir o manto tricolor era enorme. Cada um estava ultrapassando o seu limite.

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Tínhamos o sentimento que a nossa coroação iria chegar. Lá em 2007, com um time muito limitado, mas que nós gremistas reconhecíamos a determinação de cada um. Infelizmente, fomos vice campeões da Libertadores. Um time argentino tirou a nossa taça, façamos justiça, que o Boca Jrs naquela época era um time muito forte.

Passou os anos, fomos vice campeões brasileiros, com um gostinho muito amargo. Em quase toda competição éramos líder, com muita folga, deixamos escapar por bobeira nossa, mas isso é o futebol. E o tempo passava até que chegou 2016, com um time-base montado pelo técnico Roger, que deu uma cara totalmente diferente do Grêmio que estávamos acostumados. Esse elenco tinha um toque envolvente, jogadas muito bem armadas, mas como tudo no futebol, gira em torno de resultados. Devido a uma série de maus resultados, Roger foi demitido. Voltou a casamata tricolor, o nosso ídolo como jogador, que mais tarde viria a se tornar ídolo como técnico. Nosso mestre Renato Gaúcho.

Foto: Lucas Uebel/ Grêmio

A consagração veio após 15 anos, em uma Copa do Brasil onde passamos por times fortes e tradicionais como Palmeiras e Cruzeiro. Na final teríamos pela frente o Atlético Mineiro. Nossa gloria veio na Arena, diante de 55 mil torcedores no estádio, mas milhões em todo o mundo.

Chegamos em 2017 com sede de títulos. No Brasileirão são nove pontos de diferença para o atual líder, o Corinthians. Nesta semana podemos nos aproximar ainda mais de uma taça. Mas nosso pensamento está em apenas um título, o de tricampeão da América. Sim, queremos a Libertadores. São duas decisões contra o Barcelona de Guayaquil que nos separam da próxima fase. Após isso vamos a final, serão novamente dois jogos, em que a nossa sede de títulos será saciada. Novamente diante de um time argentino, River Plate ou Lanús, como em 2007.

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Nós somos o Rei de Copas, não importa o adversário, onde jogarmos e muito menos com quantos jogadores teremos que jogar. Vamos em busca do nosso objetivo maior, e conquistaremos este troféu, que ninguém irá tirar de nós. Queremos a Copa, rumo ao Tri!

*Roger Rodrigues Menezes é estudante, torcedor do Grêmio e leitor do Conexão Grenal. Para participar do Espaço do Leitor leia este post e tenha mais informações.

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