A volta dos cascudos e o não ao “carteiraço”

Opinião

Nas passagens anteriores como técnico do Grêmio, Renato Portaluppi sempre fez questão de pedir jogadores mais experientes para reforçar o grupo – os cascudos. Em 2016 o ídolo gremista teve tais jogadores no grupo e, entre tantos outros motivos, conquistou a Copa do Brasil.

Entre as referências do grupo campeão estavam Marcelo Oliveira, Maicon, Douglas e Miller Bolaños, que fez o gol do Grêmio no segundo jogo da final. Com a virada do ano, o equatoriano Bolaños assumiu o tão esperado protagonismo, Douglas sofreu uma séria lesão no joelho esquerdo, além de Marcelo Oliveira e Maicon que vem sendo acometidos por algumas lesões.

Assim, quis o destino que outros atletas surgissem e elevassem o nível de atuação do Grêmio na temporada. Michel, vindo do Atlético Goianiense, assumiu como primeiro volante e juntamente com Arthur, oriundo da categoria de base, deram consistência defensiva e uma troca de passes de altíssimo aproveitamento. Já Luan foi recuado para função que era exercida por Douglas e, posteriormente, Miller Bolaños, o jovem atleta recuperou o futebol de ponta e ainda formou uma parceria azeitada com Lucas Barrios no comando de ataque gremista. E, na lateral esquerda, Bruno Cortez trouxe maior movimentação e qualidade no apoio ao ataque, sem deixar de proteger a defesa igual ou melhor que Oliveira.

Foto: Lucas Uebel/ Grêmio

O aspecto positivo de todo o processo é que Renato Portaluppi é um grande entendedor de vestiários, sabe lidar com o mesmo como poucos no Brasil e, certamente, conseguirá lidar com o ego dos cascudos e ao mesmo tempo manter o time unido dentro e fora de campo. Remover os jovens do time em detrimento aos cascudos campeões da copa do Brasil no famoso “carteiraço” é uma idéia que não deve passar na cabeça do técnico gremista que deverá promover um revezamento e aos poucos decidir quem fica e quem sai do time pelo critério mais importante do futebol: na bola.

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