Sonho no futebol é pano de fundo para filme mexicano

Futebol e Cultura
Foto: Divulgaçã

O primeiro longa-metragem de Carlos Cuarón, irmão mais novo do consagrado diretor mexicano Alfonso Cuarón, faz uma ácida avaliação do mundo do futebol. Em uma história sobre ascensão meteórica de jovens pobres que não sabem lidar a fama, o cineasta poderia muito bem estar contando a história de vários atletas brasileiros.

No entanto, Rudo e Cursi se passa em uma área rural do México e conta a trajetória de dois irmãos: Beto (Diego Luna) e Tato (Gael Garcia Bernal), que trabalhavam na colheita de frutas. Ambos têm grande paixão por futebol e talento com a bola, mas Beto é goleiro e Tato, atacante. Enquanto participam de partidas no campo de várzea da localidade onde moram, eles são descobertos pelo argentino Batuta (Guillermo Francella). O olheiro levará primeiro Tato e em seguida Beto para jogar na Cidade do México, onde atuarão por equipes diferentes.

Nessa altura da narrativa, o espectador passa acompanhar o sucesso astronômico dos dois jogadores, que então recebem os apelidos que dão título ao filme. Beto passa a ser conhecido como Rudo por seu temperamento esquentado, já o romântico Tato vira Cursi, termo cuja tradução aproximada seria piegas. E são essas personalidades tão distintas que nos guiam por um universo repleto de corrupção. Agora com dinheiro em abundância, a irresponsabilidade financeira de Rudo tem consequências mais sérias, pois ele se envolve com jogatina e consumo do drogas. Por sua vez, Cursi apaixona-se perdidamente pela apresentadora de TV e modelo Maya (Jessica Mas).

O ritmo ágil da edição condiz com a velocidade do enriquecimento dos protagonistas e os textos do narrador, o esperto Batuta, são um ponto alto do filme.

Deixe uma resposta